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Um sonho possível?

  • Foto do escritor: Marcel Solimeo
    Marcel Solimeo
  • 18 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

“Sonho que se sonha só, e só um sonho. Sonho que se sonham junto é realidade”. (Raul Seixas)


Escrevi recentemente que para o Brasil poder aproveitar todas suas potencialidades - no agro, nos minerais e na energia alternativa - e se desenvolver com inclusão social, precisaria se unir, acabar com o radicalismo e envolver a sociedade em um grande Projeto Nacional.


Na conversa com um amigo sobre a situação do país fui perguntado como seria possível essa conciliação, uma vez que as redes sociais, que poderiam ser um instrumento para isso, na verdade, produzem um efeito contrário. Isto porque, conforme o filosofo sul coreano Byung Chui Han, em seu do livro “Sociedade da Transparência” as pessoas somente buscam nas redes os grupos cujas ideias concordam, ignorando as posições contrárias. Isso só reforça o radicalismo por que os grupos apresentam novos argumentos para reforçar suas posições.  


Respondi que sem as redes sociais era realmente muito mais difícil. Seria necessário procurar criar pequenos grupos que procurassem isolar os radicais de cada lado, e embora com posições divergentes, aceitam as o direito de divergir, e de procurar algum ponto de consenso com base em valores comuns, como o respeito à democracia. 


A partir de grupos pequenos ir ampliando os círculos, até criar a “sociedade da confiança” capaz de promover um PROJETO DE NAÇÃO.


Com essa conversa na cabeça fui dormir, mas não consegui desligar e passei então a pensar que, além dessas dificuldades, isso exigiria algumas pré-condições, sem as quais considerava impossível a união da sociedade em torno de um objetivo comum. Isso exigiria a participação dos três Poderes.


Teria que começar por uma anistia ampla, embora entenda que a maioria dos condenados no “inquérito do fim do mundo” necessitária de justiça, não de perdão. Bastaria que tivessem um julgamento justo, nas instâncias devidas e com o legítimo direito de defesa. A anistia, no entanto, se for ampla poderá corrigir injustiças e ajudar a pacificar a nação. 


Segundo, precisaria restabelecer a colegialidade do Supremo, com as decisões monocráticas serem excepcionais, e submetidas o mais rápido possível ao colegiado. Além disso, seria necessário um plano de escalonamento das decisões monocráticas em curso, cujo efeito ainda perdurem. Finalmente o Código de Ética para fortalecer a confiança nas decisões do Judiciário.


Da parte do Executivo, seria necessário que o governo respeitasse as regras orçamentárias ao invés de ficar criando medidas com fins eleitorais, e promovendo sucessivos aumentos de tributação. Parar de aparelhar a máquina pública, com contratações sem concursos e nas nomeações nas estatais.


Da parte da Câmara dos Deputados, reduzir o volume das emendas, que acabam pulverizando os recursos, dificultando a realização de projetos de maior porte. Também impedir o aumento contínuo da carga tributária e da dívida pública e, em conjunto com o Executivo, desenvolver uma política de Segurança patrimonial e individual.


O Senado, como guardião da cidadania, precisa assegurar o equilíbrio entre os três Poderes para garantir a segurança jurídica.


Todas essas condições são necessárias, mas não suficientes.


Se a sociedade não fizer sua parte não será possível buscar a união. Às lideranças empresariais, intelectuais, e de trabalhadores precisam não apenas se manifestar para cobrar do governo em seu sentido amplo, as medidas necessárias paras unir a nação, mas, também se envolverem na política pois, como já se disse, o destino de quem não gosta de política, é ser governado pelos que gostam.


Vamos sonhar juntos?

 
 
 

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